Personagens reais e imaginárias

Você já olhou para alguém na fila do supermercado, na sala de espera de um médico ou até no trânsito e pensou “essa pessoa daria uma boa personagem?”. Acho que é comum para nós, criativos, estarmos sempre atentos e em busca de novas histórias.

Como diz o professor Jéferson Assunção, a matéria-prima das histórias são: memória, observação e imaginação. Mas quero chamar atenção aqui para a imaginação. É claro que sempre utilizamos o nosso repertório para escrever, nenhum personagem se cria do nada, mas é importante que para escrever a história de determinada personagem você se aproprie dela.

“As personagens não têm vida própria” diz o professor Assis Brasil. É você, ao escrever que decide para onde ele vai, como ele reage a essa ou aquela situação. Se você fez um bom trabalho prévio e conseguiu criar um personagem que parece humano, talvez até pareça que ele está decidindo sozinho. Mas para isso, você precisa deixar de pensar no que a sua tia, ou aquele ex-namorado que você colocou na história apenas de vingança (quem nunca?) faria na vida real.


Uma vez no papel, a personagem sofre uma mutação. É a sua interpretação daquela pessoa e não mais ela. É preciso entender como aquela personagem que você criou vai agir, como ela pensa. Não trate a personagem como a pessoa que a inspirou. É importante que você a conheça (e reconheça) como uma criação. E tenha sempre em mente que embora aquela pessoa seja conhecida para você, o seu leitor não a conhece. Você precisa apresentá-la, mostrar a questão essencial que a move, deixar claro o conflito dela para o leitor. Enfim, conte tudo (e apenas o quê) for necessário para a narrativa.

Texto inpirado pelas aulas sobre personagem do curso da Quadro Amarelo. Quer aprender de técnicas básicas ao avançado sobre criação de personagens? Vem para o curso da Quadro Amarelo!

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