Todo escritor já passou pelo infame bloqueio de escritor, não é mesmo? Aquele momento que você senta em frente ao computador e fica olhando para a página em branco e não vem nada. Pois bem, hoje vamos compartilhar algumas ideias do livro Gramática da Fantasia, do escritor Gianni Rodari para você nunca mais passar por isso.

Binômio fantástica - Ligue elementos que estejam em mundos bem diferentes e criar a sua história a partir dos desdobramentos dessa interação.

Prefixo arbitrário - Dê a uma palavra um prefixo que a contradiga e pense uma história a partir disso.

Erro criativo - O erro leva a um pensamento divergente; causa estranhamento. Não desperdice seus erros. Use-os para criar.

Misturar manchetes de jornal - Misture diferentes manchetes de jornal, mesmo que pareça sem sentido e veja que histórias podem se formar a partir disso.

Bloco de perguntas - quem era? Onde estava? O que fazia? O que disse? O que disseram as pessoas? Como acabou?

Trama fantástica - Errar uma história; colocar mais algum elemento em uma história, transpor a história para outro lugar.

Salada de fábulas - Misturar os personagens e os elementos de diferentes histórias criando um novo universo narrativo.


Já usou alguma dessas técnicas? Qual sua preferida? Não esqueça de comentar!

Você já se pegou se perguntando se você tem mesmo talento para a escrita? Se é isso que você deve fazer? Se vale a pena investir tanto tempo na sua formação como escritor, seja para construir uma carreira ou como hobby?


É comum ter dúvidas sobre a sua escrita, principalmente se você não faz nenhuma oficina ou participa de um grupo de escritores que possa te dar opiniões verdadeiras e qualificadas sobre o seu texto. Mas será que escrever bem é uma questão de talento?


Lembre-se: uma vez que decidimos ser ficcionistas, assumimos o compromisso de fazer o nosso melhor. E isso não tem nada a ver com talento. Assis Brasil, Escrever ficção.

Muita gente usa talento como desculpa. Uns para não fazerem, pois não nasceram “com talento”; outros para não se aperfeiçoarem, pois acreditam ter talento. Como o professor Assis Brasil muito bem nos diz no seu livro Escrever ficção, quando você decide ser escritor, assume o compromisso de fazer o seu melhor. Criar bons personagens, tramas intrigantes e entregar um texto de qualidade para o seu leitor. Isso requer que você conheça as ferramentas e técnicas de escrita criativa e tem pouco a ver com talento, um conceito abstrato, e muito a ver com estudo e prática.


A PROPÓSITO: E O TALENTO? No campo literário, nunca vi palavra tão vazia. É possível que você já tenha gastado muito tempo pensando nela. Julgo, inclusive, que ela foi criada para atormentar as pessoas, pois gera inumeráveis pseudoproblemas: “Não tenho talento”, ou “Cláudia tem mais talento do que eu”, ou “Cláudia diz que tenho talento, mas não consegue enxergar onde ele possa estar”. É tão cínico quanto falso dizer essas coisas. Assis Brasil, Escrever ficção.

Malcolm Gladwell em seu livro Fora de série nos diz que para ser bom em qualquer coisa, você precisa de 10 mil horas de prática. Há controvérsias, claro. Pode ser que você atinja uma boa escrita em menos tempo, se você, por exemplo, já for um leitor ávido. Ou pode ser que você passe 20 mil horas praticando uma atividade sem saber as técnicas e, por isso, nunca melhore de fato. Bons professores e boas referências, num estudo de qualidade, vai te fazer chegar mais rápido onde você quer, seja na escrita ou em qualquer outra área. O que não podemos negar é que prática e aprendizado vão te levar muito mais longe do que “talento”.


Então, se você quer se dedicar a escrita, temos duas sugestões, você pode baixar o ebook gratuito de exercícios de escrita criativa da Quadro Amarelo, que vão te ajudar a praticar os quatro movimentos da história: narração, descrição, diálogo e digressão. E se você quiser ir ainda mais longe, pode se inscrever no curso da Quadro Amarelo para aprender com professores escritores com diversos livros publicados e muitos alunos satisfeitos. São mais de 40 aulas que vão desde os elementos básicos da escrita criativa até técnicas avançadas. E você ainda vai ter acesso ao grupo exclusivo de alunos, onde vai poder mandar os seus textos para serem lidos.

Vem ser aluno Quadro Amarelo!

Pensamos nos personagens, nas suas questões essenciais, no conflito, no narrador, mas e o espaço onde as ações se desenvolvem? O espaço assim como os outros elementos citados é parte da narrativa e deve se inserir no conflito. O espaço deve servir para o leitor se envolver mais na história.


Você já ouviu falar que uma casa bagunçada é reflexo de uma mente ou emoções bagunçadas? Então, acreditando ou não nisso, podemos usar o espaço para ajudar a demonstrar ao nosso leitor como está o nosso personagem internamente, como ele se relaciona com os outros, e dar o clima da cena de forma geral.


É preciso lembrar também que o espaço na literatura não é fotográfico. Ele está sendo interpretado pelo narrador ou personagem em que a história é focada. O que é uma bagunça para um personagem pode ser caos c riativo para outro. Um hospital por exemplo, pode ser asséptico e assustador para um paciente entrando para fazer um exame ou apenas um lugar comum para o médico que trabalha lá. É neste sentido que o espaço pode ajudar a mostrar mais sobre os personagens.


Não caia na tentação de descrever o espaço todo de uma vez, mostre os personagens agindo no espaço.


Ao invés de pausar a ação e o desenvolvimento da história para descrever detalhadamente um ambiente, mostre o personagem interagindo no ambiente, assim você foca no que é relevante para mover a história e o conflito em frente, sem aborrecer o seu leitor. A descrição pode vir encaixada na ação, o que deixa o texto mais dinâmico e enxuto.



Texto inpirado pelas aulas de Técnicas Avançadas de Escrita Criativa com o professor Assis Brasil, no curso da Quadro Amarelo. Quer aprender de técnicas avançadas de Escrita Criativa? Vem para o curso da Quadro Amarelo!